Blush Bomb e a vontade de ser adolescente novamente, ou não


Tendência em muitas das últimas semanas de moda do mundo afora e aposta dentre as grandes marcas de maquiagem, o Blush Bomb veio para resgatar um determinado ar romântico das coradas bochechas que se constrangem ao ver a pessoa amada. É quase primaveril: os tons rosados e avermelhados que acompanham a tendência denotam o revival de uma adolescência suave e doce. Então, pergunta-se: estaríamos nós voltando aos bons tempos da nossa mocidade? A resposta pode ser não. Conforme sugere a revista Harper's Bazaar, em se tratando de Blush Bomb, deve-se deixar a sutileza na porta. Para fugir do aspecto juvenil demais, vale abusar dos tons mais avermelhados e “subir” com a cor para além das bochechas, alcançando parcialmente as laterais da testa. Acessórios carregados e dramáticos também ajudam a evidenciar o conceito de uma maneira mais adulta – e a dica é fazer da Blush Bomb uma aliada para dar glamour aos vestidos (e noites) de festa. Ainda é válido lembrar que batons em cores intensas podem coexistir com os blushs marcados, entretanto, é preciso, nessa produção, evitar maquiagem excessiva nos olhos. Mas, a resposta também pode ser sim. É comum, no Brasil, a associação entre juventude e saúde. O que torna a ruborização, quanto sutil e saudável, um sinal de jovialidade e, portanto, de mocidade. Nesse sentido, vale investir no aspecto bailarina: tons mais rosados, discretos e leves criam um aspecto pueril e inocente, como o da personagem Yorkie, vivida pela atriz Mackenzie Davis na recente (e distópica) série do Netflix, “Black Mirror”.

Mackenzie Davis em "Black Mirror".

Nessa linha de aceitação da “nova adolescência” é válido o uso de tons pastéis e cores nudes na maquiagem como um todo, evitando-se excessos. E isto pode ser combinado com um efeito monocromático ou de ton-sur-ton (tom sobre tom). O interessante, aqui, é manter uma estética muito próxima ao natural e, ainda, denotar o romantismo dos primeiros amores, tão característicos nessa fase da vida. Entretanto, independente de adotar a Blush Bomb de forma ousada ou inocente, é oportuno evidenciar que o uso demasiado do blush – e da maquiagem, em geral – pode causar um impacto negativo, tornando o semblante caricato e carnavalesco. Cabe, então, conhecer a dosagem certa para o seu tipo e formato de rosto, bem como para o seu tom de pele, especificamente. Para tanto, recomenda-se procurar um profissional de maquiagem de sua confiança. Assim, a Blush Bomb permite adaptações para ambas as vontades: a de ser adolescente novamente e a de não ser adolescente novamente. Ela também permite a combinação com looks de festa ou composições ao estilo bailarina; com tons avermelhados intensos ou com delicadas cores pastéis; com ousadia ou com discrição.

Imagens: quadros superiores: www.harpersbazaar.com; Mackenzie Davis: conversacult.com.br.

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