Minha experiência Schwarzkopf - Parte I


O ano de 2016 foi cheio de boas notícias e grandes oportunidades para nós. Uma destas, a que considerei a mais importante para minha profissão no ano, foi a oportunidade de fazer uma formação em colorimetria em um dos centros técnicos da Schwarzkopf na cidade de Curitiba.

Escolhi a formação na Schwarzkopf por desejar resgatar e melhorar minhas técnicas de cor, corte, mechas e penteados para o dia a dia do salão de beleza. Acredito muito, e faço disso o norte na nossa empresa, que a beleza não está dissociada do conteúdo, pelo contrário, são exatamente complementares. Então, fiz as malas, juntei meus livros e parti para uma experiência de cinco meses, minha experiência Schwarzkopf.

Antes de começar a adentrar intensamente nos estudos, realizamos uma revisão de conteúdo. Voltar aos livros técnicos, rever pesquisas e estudar novamente artigos da área, fizeram-me recuperar estes saberes. Mas a prática também foi importante nessas aulas iniciais. Entretanto, antes de falar da prática, tenho que ressaltar o sentimento saudosista de estar entre amigos, colegas, representantes e professores. Como é bom o encontro destes conhecimentos!

Logo nas primeiras aulas revisamos a colorimetria através de suas formas mais simples: suas cores primárias, secundárias e terciárias. Depois do estudo de cores, a cada aula, as novidades foram sendo apresentadas pela equipe de professores. Não sei como explicar o quão excelentes foram nossos mestres nesse caminho, Marcos Knopik, Thays Dalla-Bona, Cristina Bezerra Rosa e Fabiana Garcia. Eles realmente inspiraram a turma ao propor, continuamente, desafios práticos e teóricos cujos resultados exigiam novas e criativas soluções, distantes daquelas soluções habituais que utilizamos, por padrão, no salão de beleza. Isto é, não nos ensinaram apenas técnicas e métodos, nos ensinaram a "pensar fora da caixinha".

Minha experiência Schwarzkopf continuou com o treinamento em cabeças de manequim. O trabalho na cabeça de manequim nos auxiliava a entender as secções para corte, os desenhos para mechas - outrora vistos apenas na teoria - e novas possibilidades para penteados. Aqui, destaco que acredito que esta prática seja fundamental para profissionais da beleza, além de ilustrativa, claro, pois quando na teoria têm-se esquemas figurativos, em duas dimensões (2D). Já na cabeça de manequim, a construção e materialização dos conteúdos ocorre tridimensionalmente (3D), o que nos possibilita enxergar, apalpar e alterar o que é preciso, naquele mesmo momento.

O treinamento seguiu três divisões básicas: estudo para corte, cor e penteado. No corte de cabelos, seguimos a técnica da escola Pivot Point que incluía ângulo, graduação e formas; no estudo de cor, aprendemos novas tinturas, tonalizantes e métodos para mechas; por fim, no penteado, testamos produtos, técnicas e aparelhos que, por sua vez, formavam a gama das mais recentes tecnologias lançadas para o mercado da beleza no país.

No estudo do corte, como supracitado, seguimos as técnicas da escola Pivot Point. Nossa professora, Cristina Bezerra Rosa, nos deixou seguras e seguros para que pudéssemos, individualmente, nos apropriar da técnica para criar nossa própria interpretação.

Isto fez com a criatividade de todo o grupo fosse elevada exponencialmente, uma vez que novas construções estéticas foram possíveis quando associamos nossos estilos pessoais e autorais com a técnica Pivot Point de alta aplicabilidade. O resultado mostrou-se visível na finalização de cortes, na qual enxergamos, com facilidade, a identidade de cada profissional criador.

Enquanto isso, no estudo de cor, exploramos novas formas e cores para o mercado da beleza. Tivemos contato com as tinturas da marca Schwarzkopf, desde a tradicional Igora Royal e seus desdobramentos, como Igora Vibrance, Igora Vario Blond e Igora Color 10; até BlondMe e a mais recente, Essensity. Todas as tinturas mostraram-se de grande valor por cumprirem com suas respectivas propostas.

Abro um momento, aqui, para refletir sobre essa evolução das tinturas na vida do profissional da beleza. Lembro que, minha mãe, também cabeleireira, na sua época, disponibilizava apenas de tinturas líquidas, como a Biocolor de outrora, cujos resultados eram limitados - ora pela pouca gama de cores, ora pelo manuseio (o líquido escorria facilmente, tingindo toalhas, capas e também a pele da cliente).

Agora, em minha época, estamos no céu! Possuímos um mercado mundial de produtos com tecnologia, com segurança e, principalmente, com acessibilidade. E, sendo acessíveis, no sentido de acesso a incontáveis pequenos negócios, tais produtos evocam um novo desafio: a criatividade (falaremos mais disto em uma próxima publicação).

No teste de produtos para penteados, o que chamou a atenção dos alunos foi a linha Schwarzkopf Professional OSiS+ por sua imensa variedade de produtos que vão desde o preparo da secagem do cabelo até a finalização do penteado. Entre todos os produtos, os que mais se sobressaíram, ao meu ver, foram os produtos auxiliares para a secagem do cabelo que continham aceleradores; os texturizadores de raiz; os modeladores de frizz, que permitem um penteado mais limpo e organizado; e as pomadas e sprays de alta fixação.

Ao longo dos cinco meses de formação na Schwarzkopf, em Curitiba, muitos conhecimentos foram trocados - inúmeros o suficiente para eu não conseguir escrever tudo em uma única publicação. Acompanhe a segunda parte dessa experiência incrível e revigorante, leia Minha experiência Schwarzkopf - Parte II e veja como terminou toda esta incrível jornada.

Com carinho,

Inês

Imagens: acervo próprio.

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