Especial Zuzu Angel - Parte II


Estamos nos últimos dias da Ocupação Zuzu Angel, no Itaú Cultural, em São Paulo. Visitar a exposição é imprescindível para todos aqueles que realmente desejam conhecer a história da moda nacional. Memórias, recortes, tecidos, bordados, looks da marca e looks que a própria estilista usava estão no caminho de todos que buscam inspirar-se na vida da mulher que levou o Brasil para fora da escuridão da ditadura militar.

Espaços de Zuzu

Na Ocupação, a história e as memórias de Zuzu são resgatadas através de quatro espaços. No primeiro, uma linha cronológica guia os acontecimentos da vida da estilista e do mundo, denotando como se sucederam os fatos que levaram Zuzu a ser o maior nome da moda no país. No segundo, logo abaixo, cartas aos militares sobre Stuart, looks de Zuzu, documentos de apoio e de protesto que a estilista recebia e enviada. No terceiro, interações com as criações de Zuzu são possíveis através de desenhos, estampas, palestras e um clico de atividades abrigadas no local. No quarto espaço, uma grande mostra dos artigos de Zuzu: tecidos, mais looks, detalhes e até mesmo um atelier cenográfico estão presentes.

Durante o período da Ocupação, aconteceram performances, desfiles, palestras, mostras de cinema e inúmeras atividades para se discutir arte, moda, cultura e sociedade a partir das memórias de Zuzu – que, autoproclamava: “eu sou a moda brasileira”. Os espaços têm curadoria de Hildegard Angel, jornalista e filha mais nova de Zuzu, do próprio Itaú Cultural e de Valdy Lopes Jn, que assina a cenografia da Ocupação. Mas, Hildegard não busca manter a memória da mãe apenas através da exposição.

Hildegard e a memória de Zuzu

Outra grande oportunidade para ter contato com a memória da moda brasileira veio através da noticia da Folha de São Paulo que também envolve a história da estilista Zuzu Angel. Hildegard, que dirige o Instituto Zuzu Angel, reuniu, durante quase 20 anos, um acervo de mais de 4.000 peças de roupas de estilistas como Dener Pamplona e Markito, além das da própria Zuzu. O acervo estará disponível para a visitação do público através da inauguração da Casa Zuzu Angel de Memória da Moda do Brasil, cuja abertura está prevista para outubro no Rio de Janeiro (RJ). A Casa reunirá peças icônicas da história da moda nacional (e internacional), como o modelito usado pela primeira Miss Brasil.

Deste modo, a memória da moda brasileira pode ser mantida e revisitada através de iniciativas como as de Hildegard Angel. Jornalista e filha de Zuzu Angel, Hildegard assina a Ocupação Zuzu Angel e dirige o instituto em sua homenagem. Zuzu, por sua vez, como parte da história do país, faz-se de fonte de inspiração para a moda e para a vida.

Imagens: quadro inferior: chic.uol.com.br; quadro superior: corasoares.com.br.

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